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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A Arte de Cultivar Virtudes




Um avô e seu neto caminhando pelo quintal, ora se agachando aqui, ora ali, 
em animada conversação, não é cena muito comum nos dias atuais.
 
O garoto, de 4 anos de idade, aprendia a cultivar e a cuidar das plantas 
com o exemplo do seu avô, que tinha tempo para o netinho, sempre que este o visitava.
 
Era por isso que o pequeno Nícolas acariciava as mudinhas que havia plantado e dizia: 
                             Quem planta colhe, né, vovô?
 
Mas o avô não é habilidoso apenas no cultivo de plantas, é hábil também na arte de cultivar virtudes.
 
Entre uma conversa e outra, entre a carícia numa flor e uma erva daninha que arrancava, 
ele ia cultivando virtudes naquele coração infantil.
 
Ia ensinando que, para obter frutos saborosos e flores perfumadas, 
é preciso cuidado, dedicação, atenção e conhecimento.
 
E que, acima de tudo, é preciso semear, pois sem semeadura não há colheita.
 
O cuidado do pequeno Nícolas pelas plantas era fruto do ensinamento 
que recebeu desde pequenino, pois nem sempre foi assim.
 
Quando começou a engatinhar, suas mãozinhas eram ligeiras para arrancar tudo o que via pela frente,
 como qualquer bebê que quer conhecer o mundo pela raiz...
 
E, se não tivesse por perto alguém que lhe ensinasse a respeitar a natureza, 
talvez até hoje seu comportamento fosse o mesmo, como muitas crianças da sua idade ou até maiores.
 
Importante observar que as melhores e mais sólidas lições as crianças
 aprendem no dia-a-dia, com os exemplos que observam nos adultos.
 
É mais pela observação dos atos do que pelos conselhos, 
que os pequenos vão formando seus caracteres.
 
Se a criança cresce em meio ao desleixo, ao descuido, às mentiras, ao desrespeito, 
vendo os adultos se agredindo mutuamente, ela aprenderá essas lições.
 
Assim, se temos a intenção de passar nobres ensinamentos a alguém, 
se faz necessário que prestemos muita atenção ao nosso modo de vida, às nossas ações diárias.
 
Como todo bom jardineiro, os educadores devem ser bons cultivadores de valores e virtudes.
 
Devem observar com cuidado as tendências dos filhos e procurar semear na alma infantil, 
as sementes das virtudes.
 
Ao mesmo tempo devem preservá-la das ervas-daninhas, das pragas, da seca e das enchentes. Sem esquecer jamais o adubo do amor.
 
A alma da criança que cresce sem esses cuidados básicos, por parte dos adultos, geralmente se torna campo tomado pelas ervas más dos vícios de toda ordem.
 
E, de todas as ervas más, as mais perigosas são o orgulho e o egoísmo, pois são as que dão origem às demais.

 
Por isso a importância dos cuidados desde cedo. E para se ter êxito nessa missão de jardineiro de almas, 
é preciso atenção, dedicação, persistência, determinação.
 
O campo espiritual exige sempre o empenho do amor do jardineiro para que possa produzir bons resultados.
 
E o empenho do amor muitas vezes exige alta dose de renúncia e de coragem. 
Coragem de renunciar aos próprios vícios para dar exemplos dignos de serem seguidos.
 
Os jardins da alma infantil são férteis e receptivos aos ensinamentos que percebem nas ações dos adultos.
 
Por essa razão, vale a pena dedicar tempo no cultivo das virtudes, 
antes que as sementes de ervas-daninhas sejam ali jogadas, nasçam e abafem a boa semente.
 
* * *
 
Para que você seja um bom cultivador de almas, é preciso que tenha, 
na sua sementeira interior, as mudinhas das virtudes.
 
Somente quem possui pode oferecer. Somente quem planta pode colher.
 
Pense nisso, e seja um cultivador de virtudes.
 

domingo, 26 de agosto de 2012

A culpa





Queridas (os) leitoras (es),

Estou estudando para falar do tema CULPA e entre alguns livros da literatura espírita encontrei um fantástico que eu amo de paixão que é Conflitos Existenciais de Divaldo Franco, pelo espírito Joanna de Ângelis.
E aprendi algo bem interessante sobre o processo de instalação da culpa..
Começando...
Como sabemos (ou eu sei e acredito) tudo acontece na infância e é na infância através da educação que damos ou não damos que teremos pessoas se sentindo culpa por isso ou por aquilo.
Olhem o que diz um trecho do livro:

A má-formação educacional, especialmente quando impede a criança de desenvolver a identidade, conspira para a instalação da culpa. Normalmente, exige-se que o educando seja parcial e adulador, concordando com as ideias dos adultos – pais e educadores- que estabelecem os parâmetros da sua conduta, sem terem em vista a sua espontaneidade, a sua liberdade de pensamento, a sua visão da existência humana em desenvolvimento e formação.
Constrangida a ocultar a sua realidade, a fim de não ser punida, sentindo-se obrigada a agradar os seus orientadores, a criança compõe um quadro de aparência como forma de conveniência, frustrando-se profundamente e perturbando o caráter moral que perde as diretrizes de dignidade, os referenciais do que é certo e do que é errado.
A insegurança na forma de proceder e a dubiedade de conduta( a que agrada aos outros e aquela que a si mesmo satisfaz), quase sempre desencadeiam processos sutis de culpa, que se passam a zurzir(maltratar) o indivíduo na maioria das vezes que é convidado a definir rumos de comportamento.
A culpa pode apresentar-se a partir do momento em que se deseja viver a independência, como se isso constituísse uma traição, um desrespeito àqueles que contribuem para o desenvolvimento da existência, que deram orientação, que se esforçaram pela educação recebida. Entretanto, merece considerar que, se o esforço foi realizado com o objetivo de dar felicidade, a mesma começa a partir do instante em que o indivíduo afirma-se para realizar, para fazer-se independente."


Eu entendo tudo isso com um alerta a nós pais, como estamos educando nossos filhos?, para que estamos educando-os?, estamos dando o espaço que ele merece?, estamos ouvindo nossos filhos?
Que todos nós, pais, educadores, possamos refletir e muito nessas palavras, refletir e muito de como estamos educando e para que estamos educando, o que queremos que nossos filhos sejam, com queremos que eles possam agir amanhã....
Mas algo importantíssimo precisamos saber, se após nossa reflexão notarmos que erramos aqui ou ali, que não nos culpemos e sim nos responsabilizemos pelo ocorrido, pois se erramos, foi tentando acertar, se erramos vamos ser sincero conosco e com as pessoas envolvidas e ver que atitude podemos tomar a partir de agora.



sexta-feira, 16 de março de 2012

Pais para sempre

Nos deparamos nos dias de hoje, com inúmeras separações conjugais(eu faço parte desta "turma")
mas o que não podemos esquecer que no meio desta separação, muitas vezes estão os filhos, e aíu muitos erros acontece...
Li este artigo e achei super bacana, para reflexão e divido com vocês.
Me contem o que acharam.....

      
Mãe e Pai ...

1 - Nunca esqueçam: eu sou a criança de vocês os dois. Agora, só tenho um pai ou uma mãe com quem eu moro e que me dedica mais tempo. Mas preciso também do outro.
2 - Não me perguntem se eu gosto mais um ou do outro. Eu gosto de “igual” modo dos dois. Então não critique o outro na minha frente. Porque isso dói.
3 - Ajudem-me a manter o contacto com aquele de entre vocês com quem não fico sempre. Marque o seu número de telefone para mim, ou escreva-me o seu endereço num envelope. Ajudem-me, no Natal ou no seu aniversário, para poder preparar um presente para o outro. Das minhas fotos, façam sempre uma cópia para o outro.
4 - Conversem como adultos. Mas conversem. E não me usem como mensageiro entre vocês - ainda menos para recados que deixarão o outro triste ou furioso.
5 - Não fiquem tristes quando eu for ter com o outro.Aquele que eu deixo não precisa pensar que não vou mais amá-lo daqui há alguns dias. Eu preferia sempre ficar com vocês dois. Mas não posso dividir-me em dois pedaços - só porque a nossa família se rasgou.
6 - Nunca me privem do tempo que me pertence com o outro. Uma parte de meu tempo é para mim e para a minha Mãe; uma parte de meu tempo é para mim e para o meu Pai. Sejam consequentes aqui.
7 - Não fiquem surpreendidos nem chateados quando eu estiver com o outro e não der noticias. Agora tenho duas casas. E preciso distingui-las bem - senão não sei mais onde fico.
8 - Não me passem ao outro, na porta da casa, como um pacote. Convidem o outro por um breve instante dentro e conversem como vocês podem ajudar a facilitar a minha vida. Quando me vierem buscar ou levar de volta, deixem-me um breve instante com vocês dois. Não destruam isso, em que vocês se chateiam ou brigam um com o outro.
9 - Vão buscar-me na casa dos avós, na escola ou na casa de amigos se vocês não puderem suportar o olhar do outro. 
10 - Não briguem na minha frente. Sejam ao menos tanto tão educados quanto vocês seriam com outras pessoas, como vocês também o exigem de mim.
11 - Não me contem coisas que ainda não posso entender. Conversem sobre isso com outros adultos, mas não comigo.
12 - Deixem-me levar os meus amigos na casa de cada um. Eu desejo que eles possam conhecer a minha Mãe e o meu Pai e achá-los simpáticos.
13 - Concordem sobre o dinheiro. Não desejo que um tenha muito e o outro muito pouco. Tem de ser bom para os dois, assim poderei ficar à vontade com os dois.
14 - Não tentem "comprar-me". De qualquer forma, não consigo comer todo o chocolate que eu gostaria.
15 - Falem-me francamente quando não dá para "fechar o orçamento". Para mim, o tempo é bem mais importante que o dinheiro. Divirto-me bem mais com um brinquedo simples e engraçado que com um novo brinquedo.
16 - Não sejam sempre "ativos" comigo. Não tem de ser sempre alguma coisa de louco ou de novo quando vocês fazem alguma coisa comigo. Para mim, o melhor é quando somos simplesmente felizes para brincar e que tenhamos um pouco de calma.
17 - Deixem o máximo de coisas idênticas na minha vida, como estava antes da separação. Comecem com o meu quarto, depois com as pequenas coisas que eu fiz sozinho com meu Pai ou com minha Mãe.
18 - Sejam amáveis com os meus outros avós - mesmo que, na sua separação, eles ficarem mais do lado do seu próprio filho. Vocês também ficariam do meu lado se eu estivesse com problemas! Não quero perder ainda os meus avós.
19 - Sejam gentis com o novo parceiro que vocês encontram ou já encontraram. Preciso também me entender com essas outras pessoas. Prefiro quando vocês não se vêem com ciúme. Seria de qualquer forma melhor para mim quando vocês dois encontrassem rapidamente alguém que vocês poderiam amar. Vocês não ficariam tão chateados um com o outro.
20 - Sejam otimistas. Vocês não conseguiram gerir o seu casal - mas nos deixem ao mínimo o tempo para que, depois, isso se passe bem. Releiam todos os meus pedidos. Talvez vocês conversem sobre eles. Mas não briguem. Não usem os meus pedidos para censurar o outro, tanto mal que ele podia ter sido comigo. Se vocês o fizerem, vocês não terão entendido como eu me sinto e o que preciso para ser feliz.
(Fonte - Tribunal de Família e Menores de Cochem-Zell / Alemanha)