sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O trem da vida

Você já viajou de trem alguma vez?
Numa viagem de trem podemos notar uma grande diversidade de situações, ao longo do percurso.
E a nossa existência terrena bem pode ser comparada a uma dessas viagens, mais ou menos longa.
Primeiro, porque é cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em algumas partidas.
Quando nascemos, entramos no trem e nos deparamos com algumas pessoas que desejamos que estejam sempre conosco: são nossos pais.
Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituíveis...
Mas isso não impede que durante a viagem outras pessoas especiais embarquem para seguir viagem conosco: são nossos irmãos, amigos, amores.
Algumas pessoas fazem dessa viagem um passeio. Outras encontrarão somente tristezas, e algumas circularão pelo trem, prontas a ajudar a quem precise.
Muitas descem e deixam saudades eternas... Outras passam de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são caros, se acomodam em vagões distantes do nosso, o que não impede, é claro, que durante o percurso nos aproximemos deles e os abracemos, embora jamais possamos seguir juntos, porque haverá alguém ao seu lado ocupando aquele lugar.
Mas isso não importa, pois a viagem é cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...
O importante, mesmo, é que façamos nossa viagem da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com os demais passageiros, vendo em cada um deles o que têm de melhor.
Devemos lembrar sempre que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisemos entendê-los, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, certamente, haverá alguém que nos entenda e atenda.
A grande diferença, afinal, é que no trem da vida jamais saberemos em qual parada teremos que descer, muito menos em que estação descerão nossos amores, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
É possível que quando tivermos que desembarcar, a saudade venha nos fazer companhia...
Porque não é fácil nos separar dos amigos, nem deixar que os filhos sigam viagem sozinhos. Com certeza será muito triste.
No entanto, em algum lugar há uma estação principal para onde todos seguimos...
E quando chegar a hora do reencontro teremos grande emoção em poder abraçar nossos amores e matar a saudade que nos fez companhia por longo tempo...
Que a nossa breve viagem seja uma grande oportunidade de aprender e ensinar, entender e atender aqueles que viajam ao nosso lado, porque não foi o acaso que os colocou ali.
Que aprendamos a amar e a servir, compreender e perdoar, pois não sabemos quanto tempo ainda nos resta até à estação onde teremos que deixar o trem.
* * *
Se a sua viagem não está acontecendo exatamente como você esperava, dê a ela uma nova direção.
Se é verdade que você não pode mudar de vagão, é possível mudar a situação do seu vagão.
Observe a paisagem maravilhosa com que Deus enfeitou todo o trajeto...
Busque uma maneira de dar utilidade às horas. Preocupe-se com aqueles que seguem viagem ao seu lado...
Deixe de lado as queixas e faça algo para que a sua estrada fique marcada com rastros de luz...
Pense nisso... E, boa viagem!
Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Submundo das redes sociais



Artigo fantástico que eu li no site da Zerohora.com

Não entendo essa onda de exibicionismo que paira nas redes sociais, cegando a todos com postagens supérfluas, deixando de lado o que realmente vale a pena compartilhar.
Esses dias postei uma linda mensagem chamada: O vírus da Gentileza, um conteúdo superbacana, que eleva as verdadeiras qualidades do ser humano. Sabem quantas pessoas compartilharam ou curtiram meu link? Somente a minha ex-psicóloga!
Em contrapartida, uns meses antes, postei a foto de um evento no qual fui representando a empresa, estávamos todos muito elegantes, belos e sorridentes. Tive muitos comentários e curtições, claro que agradeço todos os comentários, mas será que a rede social deve girar somente em torno de exibicionismo e aparências? Até me arrependi de postar aquela foto. Sendo sincera, me senti exibida, pois na realidade eu não sou assim, não ando de salto alto 24 horas por dia, nem de maquiagem cintilante o tempo todo, mas valeu ter colocado a foto, assim pude refletir e, entrar no submundo das redes sociais.
Sim eu sei que existem mil motivos para postagens, tais como: momentos com amigos, gracinhas, cachorrinhos fofos, etc. Mas gostaria que esse veículo tão poderoso de comunicação, pudesse agir de forma mais construtiva nas mentes de milhares de pessoas, que frequentam diariamente esses canais. Temos de lembrar sempre da linha tênue que existe entre apenas mostrar estes instantes e o ápice do exibicionismo. Encontra-se aí o perigo, muitos se perdem e acabam criando um personagem que só existe na rede, mas que pode influenciar diretamente na mente do individuo que o criou.
As pessoas nem percebem o que estão fazendo, simplesmente são dominadas por aquilo que pensam ser real e, pela vontade obstinada de mostrar sua falsa vida virtual. Estão o tempo inteiro a dizer em seus posts: "Ei, você aí do outro lado, está vendo como sou feliz? Morra de inveja, sou melhor do que você!". Ou outras fotos dizendo: "Sim, eu sou mais bela, olhe como sou bonitinha, fazendo isto ou aquilo!"
Chega de tanta futilidade demasiada, sem conteúdo, afinal a sociedade está ficando cada vez mais carente com este tipo de comportamento. Cada vez afundando mais num mundo de aparências onde nada é verdadeiro e aqueles que tentam falar a verdade são ignorados, pois a grande maioria prefere dizer: "Delicia, delicia, assim você me mata. Ai se eu te pego ai, ai..." E este é outro tema com grande potencial para fazer uma coluna, mas focamos nas frias redes sociais.
É fato que existe uma competição escondida por trás dela, uma competição fria e maléfica, que prejudica potencialmente nossos jovens, por isto o alerta. As postagens, na grande maioria, tentam mostrar algo que não é real, como se nossas vidas fossem perfeitas quando na realidade não são e, nem tente me convencer que sua vida é perfeita, pois nem Dalai Lama, Chico Xavier, ou qualquer outro ser iluminado, diria que é. Muito ao contrário, diriam algo do gênero: estamos aqui no intuito de transformar nossas almas e o nosso planeta em um lugar melhor para se viver, onde todas as pessoas são iguais, todavia diferentes e especiais aos olhos do criador. Devemos, portanto, eliminar antigas falhas e vícios de caráter com objetivo se aproximar do Divino.
Então, o melhor que temos a fazer é abrir nossos olhos para a verdade e assumir nossa essência humana, cheia de alegrias sim, mas também com tristezas que fazem parte do percurso, do aprendizado aqui na terra. Em resumo, temos que ser menos virtuais e mais reais, achar um equilíbrio entre os dois mundos tornando as redes sociais um ambiente saudável.
Quésia Martins Gracez-  Empresária